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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Conversas com Raquel

Eu e Raquel fazendo atividades...
Raquel falando com o desenho dela: eu vou dar beijo e abraço e prometo que vou comer tudo vó.
Eu: Com quem você está falando Raquel?
Raquel: Com a minha vó.
Eu: Qual vó?
Raquel: A vovó Déda.
Eu: Você sabe onde a vovó está?
Raquel: No céu. Mas eu vou plantar um pé de feijão pra gente ir lá em cima. Daí eu vou dar um beijo e um abraço. Você vai comigo mamãe?
Nessas horas os olhos enchem de água.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Conversas com Raquel

Mãe, eu sonhei um monte hoje.
"É filha, com o que você sonhou"
Um sonho bem bom. Com um monte de gente que eu gosto.
"Quem estava no sonho filha?
Você, o papai, o El, a Tia Déia... quem mais faz parte da minha vida mãe?"
A madrinha, o padrinho, o Afo, a Tia Lua, o Vovô Reni, o Tio Rafa, a Amabile....

ELA CONCORDOU COM TUDO E REPETIU E AÍ ACRESCENTOU:

A Salinha...(Sarah, a priminha)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Conversas com Raquel

Conversando com Raquel:
"Mãe, que cheiro bom é esse?"
De bacon filha.
"Eca, eu não gosto de bacon."
Bacon com couve filha, fica muito bom.
Na hora do almoço:
"Mãe, eu adoro couve. O que é isso na couve mãe?"
Bacon filha. Prova um pra ver se você gosta.
"Hum, agora que eu tenho três anos, eu adoro bacon"
...todos os pedaços de bacon sumiram da couve.

Conversando com Raquel..
"Mãe, as pessoas não gostam de morar sozinhas...O Afo, agora mora sozinho... a Vovó Déda foi morar lá com o Papai do Céu.. aí agora a Tia Lua e a Bel que cuidam do vovô!!!




sábado, 23 de maio de 2015

Para vovó

Quero dizer pros meus filhos que vovó amava tanto vocês que a palavra muito não cabe para expressar o amor que ela sentia.
Que vovó adorava fazer sopinha, feijão, café, sagu, salada de tomate só para agradar vocês;
Que ela brincava muito com vocês.
Ela adorava fazer bolinha de sabão junto com vocês;
Foi a vovó que mostrou Patati Patata pra você Quel;
Vovó tinha muitas frutinhas fresquinhas, direto do pé na casa dela;
Vivia dando presentinhos...quando ela não comprava, sempre dava um jeito que alguém comprasse pra ela dar;
Vovó era muito feliz e quando vocês estavam perto, ela ficava radiante.
Ela aprendeu esse lance de internet só para poder ligar pelo computador e poder ver vocês pela câmera...
Ela adorava praia e peixe e sol...
Vovó era bem festeira.
Vovó Déda, tinha muitas flores na casa dela... e você Quel, vivia querendo arrancar todas...
Tinha na casa da vovó um pé de tomatinhos... e você Raquel, tirava todos e se deliciava com eles depois que vovó os lavava pra você...
Ela sempre fazia um suquinho natural...
Mesmo com as unhas impecáveis ela fazia questão de trocar as fraldas dos dois...
Vovó era a pessoa mais feliz desse mundo e meus filhos,
Ela fazia bolinhas de sabão, mesmo quando já era díficil sair de casa... ela fazia as bolinhas da porta mesmo... Raquel corria e dava gritos de alegria e depois o El ficava sentadinho na porta querendo pegar com as mãozinhas...
Ela foi a melhor avó que vocês poderiam ter tido e tiveram.
Agora vovó é uma estrelinha no céu.

Ps: Samuel... tem mais fotos com a Raquel pois mamãe não conseguiu achar ainda onde guardou as suas fotos...







sexta-feira, 13 de março de 2015

Descobertas mágicas

Raquel tem feito muitas descobertas. Todo dia é dia de muitas coisas novas e divertidas.

Domingo passado, dia 8 de fevereiro de 2015, ela aprendeu a pedalar sozinha. Foi uma grande festa

na casa do Afo. Ficamos muito felizes. Essa coisa de um dia a pessoinha não saber fazer algo, ser a

coisa mais difícil do mundo e no minuto seguinte saber fazer, é lindo e surpreendente.



Ela vira e mexe faz escândalos na aula de natação. Hora não quer entrar, hora não quer sair. Hora

não quer tomar banho. Sempre faço uma cara de brava, de irritada... aí ela pede desculpas e diz

“Diculpa mãe, diculpa, não vo mais obedece (querendo dizer desobedecer).



Samuel já engatinha por tudo. Uma hora só se arrastava no chão, em outra sentava, agora

engatinha e agora aprendeu a ficar em pé no berço. Vamos nós final de semana baixar o berço para

não ter problemas para os pequenos.



Raquel agora, pede pra assistir desenho na cama todo dia antes de dormir. Mama e dorme

assistindo algo.



Hoje no carro, eles fantasiados para a festa de carnaval da escola, ela pediu pra que eu fosse na

festinha dançar com ela. Falei que precisava descer do carro para ir comprar uma fantasia pra mim.

Jardel: que tipo de fantasia a mamãe vai usar? De princesa?

Raquel: De buxa!!!

Eu: De bruxa?

Raquel: de buxa malvada.




Mãe, eu quero pastel!

Eu: Tá bom filha, vamos comprar.

Raquel: Mãe, eu quelo pastel de carne que eu vou ajudar a fazer.

Eu: Você vai ajudar a mama~e então, porque você é minha chefe né?

Raquel: (brava) Não sou chefe mãe, sou quiança (criança)



Mãe, quelo ir com você no BGE.

Toda vez que chega comigo no IBGE, ela fala pro portão as palavras mágicas para abrir o

portão.”abe potão!” e o portão abre

“fecha potão” e o portão fecha e ela fica mega feliz por ter tido suas palavras mágicas atendidas.



A gente comendo o pastel que ela fez.

Raquel: não gosto de azeitona mamãe.

Eu: tá bom filha, dá pro papai que ele adora.

Raquel: Né papai que quando você tinha dois anos (mostrando com os dedinhos) você também não

gostava de azeitona?

Jardel: é, quando eu tinha dois anos eu não gostava, mas quando eu tinha 3 aninhos, igual você, eu

comecei a gostar de azeitonas.

Raquel: hum...(coloca uma azeitona na boca) agola eu gosto de azeitonas.

Palavrinhas Mágicas!


Adadadadaada
Mãmãmã
Bababababa
Ahhhhhhhhh
Babadada

Raquel admirada:

Mãe!!! O El tá falando!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

...escolinha...trabalho...febre...

Voltei a trabalhar. Ufa! Pensei comigo que seria um período calmo essa volta. Não foi e não está sendo. Quando pensava em voltar ao trabalho, sempre me dava uma dorzinha no coração. Poxa, ficar longe do meu pequeno. Falo mais especificamente do Samuel, pois como Raquel já vai pra escolinha, já passei pela fase mais sofrível de afastamento dela. Mas Samuel, é um bebê. De 8 meses, mas um bebê. Sei que muitos dos bebês vão pra escolinha com 3, 4 no máximo 5 meses. Mas ok, é o tipo de coisa que não me consola., pois nenhuma das idades é a ideal. Quando seria a ideal pra se separar de um bebê? Eu respondo com absoluta confiança que a escolinha é ótima para a criança. Mas tem de ser numa doze equilibrada. Acredito que com 1 aninho o bebê ir meio período para escola é o ideal. Assim ela tem a estimulação que em casa não sabemos dar e também convive com outras pessoas. Lá pelos 2 anos ir umas 6 horas no máximo seria o sonho.
Raquel foi a primeira vez para escolinha com 10 meses. Foi em período integral de umas 10 horas. Na época a gente deixava ela perto de casa. Achávamos que seria melhor, pois se acontecesse algo, algum dos parentes poderiam nos ajudar com a logística. Na prática, Raquel ficou muito doente durante 1 mês direto. Dos 30 dias de escolinha deve ter ido uns 12. Acabou tendo meningite bacteriana. Não estou afirmando que ela adquiriu a meningite na escola. Mas os frequentes quadros de viroses e afins contribuiu para baixar muito a imunidade dela.  Tiramos ela da escola, saí do trabalho por um ano, graças a uma licença sem remuneração e aproveitei muito esse tempo a mais só com a pequena. Neste período de 12 meses ela ficou doente apenas duas vezes. E as duas foram em viagens para lugares muito quentes.
Quando a pequeno retornou pra escola no ano passado, perdi as contas de quantas vezes Raquel ficou doente durante o ano. Sério, deve ter sido umas 15. Um dos pediatras que cuidava dela sempre se referia as creches como "almoxarifados". Imaginem o motivo da comparação, né? Ele também dizia que o tempo ideal pra criança ficar nesses locais realmente é de apenas 6 horas. Mas como somos um casal em que os dois precisam trabalhar, não podemos contar com ninguém da família pra ficar com eles durante um tempo do dia, acabamos tendo que deixá-los o dia todo. Agora onde eles ficam, é mega perto do trabalho. Achamos que assim podemos curtir mais os pequenos no trajeto de ida e de volta e eles acabam ficando uma horinha a menos no almoxarifado.
Raquel adora a escola. Os amigos. As profs.
Samuel, começou a adaptação na semana passada e adivinhem? Já está no antibiótico. Sério, isso me faz muito querer mudar minha estrutura pra conseguir ficar com ele. Por enquanto ainda não posso. Mas esse sentimento de saber que você está fazendo algo por ser o mais indicado por falta de opção é foda. A melhor opção seria ele ficar só meio período. Sei que hoje, eu me sinto bem com aquela pulguinha que fica fazendo você pensar em como mudar a situação. Ainda não sei como. Tudo bem, toda criança que vai pra escola adoece. Mas de novo, não quero ficar comparando com o pior...vamos esperar ele melhorar e voltar pra adaptação para vermos como o organismo dele vai responder.
Outro dia, li alguma coisa sobre estenderem a licença maternidade para 1 ano. Sério, eu acho que isso faria um bem danado pra todos. Pros bebês que teriam o aconchego e cuidados da mãe e adoeceriam menos; pras mães, que curtiria mais esse 1 aninho, onde tudo ocorre tão rápido e também para o empregador que gastaria menos com afastamentos das mães que acabam tendo que dar atenção aos seus pequenos.
Esse primeiro ano de vida é tão mágico e assustador. Um dia você acorda com um bebezinho nos braços. No dia seguinte ele já se vira de um lado para outro.. dois dias depois ele consegue se apoiar sem a sua ajuda... uma semana mais adiante ele rola pra todos os lados... dois minutos depois ele senta sozinho e você diz: "nossa, ele sentou sozinho"... um mês adiante ele engatinha correndo por todos os cantos da casa...e com um ano de idade ele já caminha. Se eu estiver trabalhando em período integral eu ainda vou ver um pouco desses momentos... mas sei que vou ver só os pedaços... isso me deixa meio frustrada.
Aliás, ser mãe é se frustar com coisas que para os demais pode parecer besteira. Mas pra gente, é tão crucial ver nossos filhos bem, que quando eles adoecem estando longe dos nossos olhos, essa frustração parece ter o peso da culpa também. Afinal, na nossa cabeça, se estivesse conosco não adoeceria, pelo menos não com tanta frequência. Se estivessem pertinho, ajudaríamos a dar os primeiros passinhos e as primeiras palavras certamente seriam relacionadas a nossa convivência.
Mas, a vida segue. Com trabalho, escolinha, casa pra cuidar e todo o resto do mundo que nos circunda.  Vamos aguardar novos capítulos felizes dessa nossa nova fase.











quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que venha 2015

Outro ano que começa. Um novo ano de lutas e descobertas. Quem tem filhos - não só os pequenos em especial, visto que os nossos ainda são carregáveis no colo-  nos fazem entrar num ano novo cheios de expectativas. Pros olhos atentos deles tudo é intenso e uma grande novidade. Todo dia é dia de ano novo. Eles vivem tão intensamente cada momento que não esperam apenas essas datas ditas especiais para fazerem das suas vidas e também das nossas uma grande festa diária.
Eu nem saberia dizer quantas coisas felizes vivo num único dia. Sério são muitas. Hoje por exemplo, na hora de dormir, Raquel conversava super animada comigo:
"Mamãe, o Papai Noel esqueceu do seu presente pois cocê não foi boazinha. Não fica tiste mãe. Eu tô aqui. Eu vo cuida de cocê. Vou te dar um beijo em cocê. Aqui em casa eu cuido de cocê."
Tem coisa mais linda pra escutar do que isso?
A interação entre Samuel e Raquel tem aumentado. Ele já dá várias gargalhadas quando ela brinca com ele. Ela já sacou o que ele gosta, então faz inúmeras vezes só pra escutar o irmão brincando com ela.
"Mãe, o El vai quescer, daí ele vai gatinha atrás de mim bem rapo. (rápido)" Nisso ela imita ele engatinhando.
Samuel acorda sorrindo e sorri quase o dia todo. Então eu me pergunto, isso não é a energia que todos falam no ano novo?
Eu pedi pra que meu ano venha repleto de saúde. Pra todos os que me rodeiam. É o mais importante para que possamos aproveitar a felicidade em sua essência. Quero um ano de alegrias pros meus pequenos, assim, nós estaremos felizes sempre.
E que aqueles que ainda não tem filhos, possam se o desejarem, um dia sentir esse amor tão grande que é capaz de simplificar tudo na nossa vida. Futilidades ficam de lado, a pressa dá lugar a uma florzinha colhida na grama de casa, o stress vira correria e pulos pela casa, Uma queda do seu filho não é só uma queda, quando uma criança caí e se machuca, na hora pra gente é a pior coisa do mundo (por mais que depois seja), é o momento em que você pensa que poderia ter ficado mais ao lado dele pra evitar que ele tivesse se machucado; um abraço e um beijo melado são os gestos mais puros e verdadeiros do mundo. Você, quando tem filhos passa a dar mais valor as pessoas que estimam e valorizam seus filhos. Nenhuma mãe gosta de quem não trata bem os seus. Por isso, que 2015 seja o ano de as pessoas se envolverem mais com suas crianças. Que elas tenham mais carinho e atenção para que o nosso ano seja ainda mais maravilhoso.

sábado, 29 de novembro de 2014

Seis meses de muita emoção.

Ufa, o tempo voa! Quando a gente se dá conta o pequeno grande bebê aqui de casa já está com seus seis meses. Todos meses lindos. Tenho dormido pouco nestes meses, mas tem valido demais da conta. qdo acordo de manhã e escuto um resmunguinho no berço do quarto do Ele vou lá para dar bom dia para esse querido, sou recebida com um lindo, mas lindo sorriso. Ele se abre todo. Samuel é um bebê abençoado. Com tanta luz e alegria que por onde passa deixa todo mundo sorrindo.

COISAS BEM LEGAIS DESSE MEIO ANO:

Raquelzinha acorda e pede todos os dias para ver o irmão. Nós por precaução, colocamos um portãozinho na porta do quarto do Samuel. Criança é uma caixinha de surpresas. Ficamos com receio de ela tentar pegar o mano no colo e acabar derrubando sem a gente notar. Outro dia ela acordou antes de nós (coisa normal) e foi pra porta do quarto do irmão. Depois de um tempo ela veio me chamar pra dizer que queria ver o pequeno. Quando cheguei no corredor vi que ela tinha colocado um banquinho na porta e estava tentando pular o portão pra dentro do quarto. Uma verdadeira espuletinha.

Acho lindo a relação dos dois. Ela demonstra um grande carinho pelo pequeno e adora conversar com "melor amigo do mundo" dela. Samuel já interage com Raquel. Ela adora fazer gracinha pra ele rir e quando ele abre o sorrisão, ela cai na gargalhada hiper feliz.

Samuel já rola pra todo lado. Quando fica de bruços querendo engatinhar, Raquel fica toda eufórica.Ela aguarda ansiosa o dia em que ele saia correndo como cachorrinho atras dela.

Falamos para ela que Samuel não tinha dente e sendo assim não podia comer. Foi o modo de fazer ela entender que não poderia dar nada pra ele comer e que ele também não iria junto com ela para a escolinha enquanto não tivesse dente. Ela entendeu super bem a mensagem. Falava pra todo mundo que o El não tinha dente. Que só mamava no peito.

Samuel tem agora, dois dentinhos lindos.

Se Samuel chora demais, Raquel pergunta "Por que o El tá cholando mãe? "Mãe, ele tá com fome. Dá mama pra ele"

Raquel pega suas bonecas e por vezes faz de conta que está dando mama no peito pra elas.

Enfim, um resumo de coisas mega legais que esses dois tem nos proporcionado neste meio ano.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Aleitamento exclusivo.

Sabe que esse assunto de aleitamento exclusivo deveria ser mais difundido. Com Raquel, o antigo pediatra, recomendou a começarmos com frutas, sucos, chás e água com 4 meses. Como fiz isso com ela, achei que seria o mesmo com Samuel. Conversando com a pediatra dele, a Drª Caroline entendi que realmente nosso pequeno não precisa de nada além do meu leite até os 6 meses.

Tudo que Samuel precisa está no meu peito, pronto, na temperatura certa, com os nutrientes adequados, com os anticorpos que ele precisa. E ainda é prático e de graça.


sábado, 27 de setembro de 2014

Varinha mágica

Quando a gente se torna mãe, nosso mundo vira de ponta cabeça.  Quando alguém nos diz antes de pensarmos em ter filhos, que só vamos entender determinadas coisas depois que vivenciarmos a maternidade, a pessoa tem certa razão no que está falando.

O fato é que ser mãe é com o perdão da palavra, foda!. Não é um mar de rosas, não é um paraíso perfeito, não é só propaganda bonita no dia das mães, é realmente foda.  Não estou dizendo que é ruim. Não estou dizendo que é o fim do mundo. Só estou mencionando o quanto é foda viver a maternidade.

Ela nos traz um misto de emoções.  Tudo bem, antes você também vivenciava um mundo de emoções. Mas agora esses sentimentos dizem respeito ao que você sente não só pela sua própria pessoa. Seu ego agora deu espaço também para outros coraçõezinhos. Você agora sente pelo outro. E sente com tanta intensidade que isso te tira totalmente dos eixos. Sim. Você agora ama sem limites. Você chora por qualquer comercial que envolva uma história entre pais e filhos. Sua paciência é testada um milhão de vezes ao dia. Aliás seus testes de paciência vão se tornando cada dia mais difíceis, pois a criaturinha que você tanto ama sabe exatamente como testar seus limites ( ex: na hora de ir pro banho, na hora de comer algo que faz bem, na hora de tomar um remédio, na hora de colocar a roupa, na hora de sair do banho....) Nunca em toda nossa vida a gente vivencia tanto o sentimento da dúvida. Ficamos em cima do mura sem saber se pulamos para o lado de levar ao pediatra certo, de dar ou não antibiótico, se a homeopatia realmente funciona, se a escolinha é adequada para seu filho, se estamos dando brinquedos demais ou de menos, se estamos dando os exemplos certos, se podemos deixar assistir ou não determidado desenho, se saímos de casa com eles resfriados, se podemos voltar ao trabalho ou dedicamos nosso tempo para os primeiros anos de vida dos pequenos...

Muitos 'SES" que nos fazem por vezes entrarmos em um certo colapso nervoso. Precisamos recorrer desesperadamente as vivencias de outros pais para percebermos que não somos os únicos neste barco.  A maternidade (paternidade) nos absorve de tal maneira que por vezes não conseguimos fazer o que sentimos vontade. Quando notamos perdemos a hora de ver tal programa, de ir ao teatro de encontrar determinados amigos. Não dá pra se comprometer a longo prazo, pois a gente de fato não sabe o que vai ser do dia que planejamos dar uma saidinha com os amigos pra conversar e tomar uma cervejinha.  Por vezes, bate um sentimento de isolamento. Você sem querer se isola dos demais e os demais sem querer se isolam de você; Complicado de explicar, foda de vivenciar.

O fato é que mesmo me sentindo tantas vezes com vontade de fazer algo, com medo das escolhas que fiz para meus filhos, do cansaço depois de dias sem dormir eu agradeço imensamente pela oportunidade de ser mãe. Não existe coisa mais forte. Não existe experiência mais instigante e que nos alimenta todos os dias com desafios e muitas recompensas. Sabe o cansaço que mencionei acima? Ele não desaparece, mas você tira energia de algum canto de você e quando vê está brincando com seus filhos, mesmo com os olhos fechados. Aquele sentimento de estar perdendo algo lá fora, vira fumaça quando você ouve um "mamãe, amo cocê". As fadas das histórias que você conta para ses filhos te emprestam a varinha mágica delas e você vira a princesa dos seus filhos e no final do seu dia, mesmo estando exausta, percebe que tudo foi "feliz para sempre" simplesmente por você estar compartilhando sua vida com outros seres que ao descobrirem o mundo te ensinam a rever o seu próprio mundo.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Conversas com Raquel


Raquel: Mamãe, cocê (você) tá dodói?
Eu: Tô sim filha...
Raquel: Ahhh, eu cuido de cocê mamãe!
Eu: Ah, que bom filha, que você cuida da mamãe...
Raquel: Eu so fote mamãe!
Eu: Você é forte?
Raquel: So fote que nem o papai!!!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Primeiro dia dos Pais [Post do Jardel]

Nossa bebezinha esta crescendo. Hoje participei pela primeira vez de uma destas apresentações de dia dos pais, promovida pela escolinha. Meu olhos quase suaram quando aquela turminha entrou. A Quel era a maior de todas, para variar. Fizeram uma dancinha, alguns choravam, outros correram de medo e teve alguns ainda que não fizeram nada.

Minha princesa não. Ela dançou certinho a coreografia (Orgulho hehehe, falei aquela lá é a minha). E no final correu para me abraçar.

"Papai, eu te amo você", ela disse.

E o pai bobo esqueceu de gravar, de tão vidrado que estava com tudo. Bem, pelo menos ficou na retina e na memória. Nunca vou esquecer.

Te amo você também princesinha Quel.

Aproximadamente 480 injeções...

Samuel acabou de completar dois meses na semana passada.  Ele é realmente um bebê muito fofo. Daqueles que mamam e dormem. Talvez por isso, ele esteja se desenvolvendo tão bem.

Aproveitando a deixa da semana internacional do aleitamento materno, quero compartilhar minha experiência sobre este assunto. Quando Raquel nasceu, tive diversas complicações para conseguir dar de mamar. Mas insisti. E consegui amamentar a pequena até 1 ano e 9 meses. Parei apenas quando descobri que estava grávida de Samuel. Pensando em tudo que havia enfrentado na primeira experiência, me preparei psicologicamente para enfrentar qualquer dificuldade que viesse a ter com o novo bebê. Pois bem, nosso fofo nasceu, e nos primeiros dias de vida, quem disse que o pequeno queria mamar. Nada!. Ficava dormindo o tempo todo. Era uma luta a cada mamada pra fazer ele acordar e depois para fazer ele abocanhar corretamente a mama. Sério, por vezes ele ficava uns 10 minutos ou mais só pra pegar o seio. Claro que quando ele pegava, eu deixava ele esvaziar totalmente o seio, nada de mudar de peito e correr o risco dele dormir novamente. Quando estávamos ainda aprendendo a nossa química da hora do mamar, descobri que estava com trombose. Foi um choque. Fiquei totalmente transtornada. Eu só pensava que iria ter que ir pro hospital e deixar meu bebezinho... mas o que mais me afligia, não era me separar dele, era deixar ele sem meu peito. Como assim? Na minha cabeça, bebês tem que mamar no peito (tirando os casos em que por algum motivo físico ou de saúde a mãe não pode amamentar)... Sério, eu só conseguia chorar. Tentamos fazer o tratamento em casa para que eu pudesse ficar pertinho dele dando leite do peito... não deu certo... é impossível fazer um tratamento pra trombose que exige repouso total tendo um bebê pequeno e uma bebê de 2 anos... Conversei com minha obstetra e ela disse que eu poderia levar o Samuel junto comigo pro hospital. Beleza! Pulos de alegria... Me internei e continuei a amamentar. O tratamento é basicamente repouso e injeções de clexane de 60 mg duas vezes ao dia.

Estava mais calma, até aparecerem certos médicos desinformados que me diziam a toda hora que achavam que eu iria ter que suspender a amamentação. Como assim? Teve um deles que foi categórico dizendo que não poderia dar de mamar pois o remédio fazia mal para o bebê. Na hora comecei a chorar na frente dele. Se faz mal, como deixaram eu tomar até agora? Na verdade ele não sabia o que estava falando. Como não sabia, falou a resposta mais fácil  que é dizer que não dá.

Conversando com minha obstetra, pediatra e cardio vascular, todos disseram que não haveria nenhum problema para o bebê. Tanto é que estamos firmes e fortes. O pequeno está bem gordinho apenas com leite do peito. Eu já nem sei mais onde injetar tanta injeção (hoje são 4 por dia)... mas sinceramente, a dor de uma picadinha de uma agulha é nada perto do momento da amamentação.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Nosso Pequeno Chegou!

Nossa casa tem novamente aquele chorinho gostoso de bebezinho novo. Nossa casa tem agora aquele cheirinho gostoso de bebê no ar. Nossa pequena Raquel tem um novo "amigo" como diz ela, o "zinho EL". 

Tudo tem mais brilho, mais alegria e mais tranquilidade com nosso pequeno.

Samuel nasceu no dia 27 de maio de 2014 na Maternidade Santa Cruz com 3.200 quilos e 51 cm exatamente as 17 horas e 42 minutos.

Ele veio ao mundo pelas mãos da nossa querida obstetra Drª Celeste Demeterco, e logo após de sair da barriga da mamãe já estava colocado no meu colo. Nasceu de parto cesária com 39 semanas e meia. E ao contrário do parto da Raquel que ficou bem pouco pertinho de mim, logo após nascer, desta vez ficou um tempão curtindo o momento comigo e com o papai Jardel.

Samuel é um fofo. Super tranquilo. Só chora por fome, fralda suja ou alguma dorzinha - no momento as chatinhas das cólicas. Mal saímos da maternidade tivemos que voltar pro hDemetercoospital por causa de uma nova trombose que tive e lá foi Samuel com a mamãe pro hospital, pra poder mamar e fazer meus dias mais felizes nesta situação.

Raquel tem se mostrado uma boa irmãzinha. Já pede pra pegar o El no colo, faz carinho nele e tenta acalmar o irmão quando ele chora. Cenas bem bonitas gravadas na nossa memória.

Nosso pequeno acorda pouco a noite. Tem noites que é uma vez só e em outras duas. Mas de modo geral, mama e dorme novamente. Tem dormido do lado da nossa cama, em um moisés que nossa amiga Yana emprestou.  No entanto, em muitos momentos acaba pulando pra nossa cama, nos dias que está com as cólicas.

Enfim, tem sido dias em felizes. Com um novo olhar sobre nossa família e sobre esse poder incrível que temos, enquanto mães de multiplicar nosso amor e de amar tanto alguém que mal chegou ao nosso lar.














quarta-feira, 25 de junho de 2014

Coisas de Raquel

Raquel hoje ganhou umas moedinhas do tio pra comprar doces. 
Perguntamos pra ela o que ela iria comprar com o dinheiro e ela nos responde:
"Compa remédio pa mamãe"
Tenho a filha mais generosa do mundo!


Raquel coloca uma coroa de cartolina que fizeram na escolinha na minha cabeça e diz o seguinte:

Cooa (coroa) de pincesa. A mamãe é pincesa e mola num castelo. 

Fofa da mamae...


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Santa Rita de Cássia!

Hoje é o dia de Santa Rita de Cássia.  Santa das causas impossíveis.

Há pouco mais de um ano atrás eu pude constatar que o título a ela empregado é de fato verdadeiro. Pra quem nos conhece, sabe que nossa pequena Raquel teve um episódio de meningite bacteriana. Estava desacreditada pelos médicos. Ficou alguns dias na UTI, sem que esperanças concretas de que poderia se recuperar. Pois bem, fui na igreja de Santa Rita, mesma onde eu e Jardel nos casamos. Estava desesperada. Não conseguia pensar. Só conseguia chorar.Estava em verdadeiro estado de choque. Comprei uma imagem da santa, falei com um padre da paróquia, mas meu coração continuava muito aflito. Fui então até o altar. Me ajoelhei e comecei simplesmente a chorar. Quando estamos desesperados, não conseguimos pensar, nossa razão não existe. O medo fala tão mais alto, que é terrível. O medo de perder uma filha é horrorizante. Foi nessa hora, que uma mulher, chegou até mim, e começou a conversar. Me pegou pelas mãos e me levou até o centro do altar, onde ficam guardados o corpo e sangue de Cristo e me disse "é aqui que você deve colocar sua filha nas mãos de Deus. Segura na mão dele e confia" Até hoje quando me lembro, sinto uma vontade forte de chorar. Foi ali, que pedi com todas as minhas forças mais sinceras. Ali me desnudei de verdade e só acreditei que Deus poderia agir pela vida da minha filha. Um dia depois, Raquel estava saindo dos aparelhos e as enfermeiras me chamando até a UTI para amamentar minha filha. Quando peguei minha bebê no colo, tinha o terrível medo ainda, de saber se ela ficaria com alguma sequela. Tinha mais medo da parte auditiva. Mas falei com ela e ela me respondeu, mostrando que estava tudo bem.

Esse terrível momento das nossas vidas, percebi que quando temos fé, Deus nos escuta. E se for pro nosso bem, ele vai nos atender. Ele mais do que qualquer um sabe o que de fato podemos ou não aguentar nessa vida. Hoje, no dia de Santa Rita, quero novamente agradecer pela graça da vida da minha filha.
A cesária de Samuel estava marcada para hoje, mas como acabamos pegando uma bactéria, eu, depois Jardel e agora Raquel, os médicos acharam mais prudente que a pequena se recupere bem para que não afete em anda a saúde do querido Samuel que está para chegar. Eu acredito que foi novamente a mão de Deus agindo sobre a pediatra da Raquel. Pra que na semana que vem, nosso pequeno esteja aqui, protegido e saudável. Ele na verdade, deve estar feliz na barriga, por mais alguns dias.

é Isso. Eu literalmente devo tudo que tenho de mais rico na minha vida a Santa Rita de Cássia que enviou aquela mulher que me fez acreditar de fato na minha fé.




domingo, 18 de maio de 2014

38 semanas de Samuel!

E eu que achei que não chegaria nessa marca. Quando engravidei, pensei erroneamente que Samuel viria ao mundo lá pela mesma semana que a irmãzinha Raquel. Me enganei. Nenhuma gestação é igual a outra, dizem todos aqueles que já passaram por mais de uma. Isso me faz refletir sobre uma imensidão de coisas sobre a minha gestação e sobre o ato materno.

Logo de cara, minha barriga pareceu enorme. Achei até que eram gêmeos. A barriga parece que em duas semanas está apontando para todos os lados dizendo pra todos que você está novamente grávida. Segundo médicos e mães de segunda viagem, isso é bem normal, visto que nosso corpo já sabe o caminho da segunda gestação.

Na gravidez da Raquel, senti muito pouco enjoo. Agora, meu Deus. Foram alguns meses. Senti muito mais sono, mais cansaço e dores por todo corpo. Minhas pernas doeram bastante desta vez. Da Raquel, engordei cerca de 26 quilos. De Samuel, até agora foram 10. Tudo bem, que também não consegui voltar ao meu peso normal depois que Raquel nasceu. Acho que por isso, não engordei tanto desta vez. 

Minhas preocupações com relação a decoração, roupinhas, acessórios para o bebê foram muito mais intensas da primeira vez. Na verdade, a gente acha que não vai dar tempo de nada nessas primeiras 40 semanas. Já nas outras 40 a gente percebe como o tempo é nosso aliado. Quando você percebe, está pintando o quarto lá pelo sétimo mês e vendo coisas da mala da maternidade na semana 38.  E acredite, tudo dá certo. Apesar é claro, de estar contando com o fato de que o bebê está gostando da casinha barriga e que não vai lhe dar um susto antes dessas semanas todas. 

No segundo filho, a gente também percebe que tem tanta coisa que não vai servir pra nada. Tanta coisa criada só pra fazer a gente gastar nosso dinheiro em virtude da nossa falta de experiência. A gente percebe o que de fato um bebê vai precisar e o que servirá apenas para acumular pó no quarto ou no fundo do guarda roupas.

O mais louco é que você não deixa as coisas pra depois simplesmente por querer. É que no segundo filho, você já tem uma prioridade muito grande ocupando sua vida fora da barriga. Seu outro bebê, criança, filho, amor da sua vida. Não dá pra ignorar a existência de quem já está aqui em virtude de um "projeto novo". Pesquisei muito sobre a chegada do segundo rebento e como isso interfere na vida dos pais e do primogênito. E em praticamente todas as áreas que pesquisei, que foram desde "colocar ou não no mesmo quarto os irmãos" até como lidar com os ciúmes, todos são categóricos em dizer que a adaptação deve ser pensada para o irmão mais velho. É ele que já está aqui e que vai sofrer as grandes mudanças. Nós tentamos fazer tudo para que Raquel se acostume com a ideia do irmãozinho. Usamos a tática de que o Samuel sempre manda um presentinho pra ela, principalmente quando algo como a decoração do quarto do irmão chegou. Costumamos fazer ela conversar com ele também e ela que no começo dizia que o meu peito era dela agora diz que o peito é o mamazinho do Zinho El.

Fico pensando como vai ser no meu coração, na prática, quando ele nascer e eu tiver que dar mais atenção para um do que para outro. Como é de fato dividir esse amor materno. Tenho medo de incorrer no erro de dar mais pra um do que pra outro. Sei que todos falam que cada filho é único e diferente e por isso pedem atitudes diferenciadas com relação ao tratamento que recebem, mas no fundo, penso que o melhor é sempre dividir igual. Compartilhar o amor entre os dois. 

Começo a semana com a ansiedade normal de quem espera para ver o rosto do filho amado e ao mesmo tempo, com a vontade de que ele fique mais tempo dentro da barriga, onde a gente consegue proteger melhor e ter eles só pra gente. Pensamento de gestante no final do ato de gestar. Sempre fica mais emotivo. 







sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pérolas fofas!

Raquel todos os dias nos surpreende. Toda hora sai com uma coisa diferente. Algumas coisinhas que ela faz ou nos diz que pra gente é hiper mega fofo!!!

Eu ou Jardel perguntamos:
Raquel quer ir pra escola amanhã?
"Não quer cola. Quer fica o dia todo com mamãe".

Ela com dodói:
"Aí dodói, dodói... (fazendo uma carinha de choro).
A gente:
Deixa mamãe ou papai dar um beijinho que já sara.
Ela:
"Aí dodói.. (depois do beijinho) já sarou mamãe, já sarou!"

Eu com dor outro dia na cama, falei pra ela que estava com dor.
Ela pegou na minha mão e disse:
" Calma mamãe, calma. Bebê cuida, bebê cuida"

Vou eu fazer injeção de clexane no banheiro.
Vem ela atrás e pergunta:
"Jeção mamãe?"
Eu respondo que sim.
"Bebê ajuda mamãe."
E não é que ela ajuda mesmo. Eu insiro a agulha na pele e antes que eu possa apertar o dispositivo do líquido, Raquel vem com seus mágicos dedinhos e aperta com tudo.E saí dizendo:
"fez dodói mamãe? Ahhh, bebê dá bejinho pra sara" Dá o seu beijinho e saí correndo.

Agora ela brincando com a boneca.
"Não chora bebê, não chora. Que colo bebê? Não chora. Bebê cuida. Tem de fazer xixi no vaso bebê!!"

Outro dia eu perguntando das professoras da escolinha. Perguntei da professora Pri. e ela me diz:
"Quel, não pode fazer xixi na calça. `Pri não gosta que xixi no chão!

Como Raquel é maior que a média das crianças da idade dela, outro dia percebemos que ela conseguia abrir o portão da sala da escolinha. Aí em uma conversa na hora do café Raquel solta:

"Prof Pri bigou bebê."
Ah é Raquel, mas o que você fez? Aí ela me olha bem séria e fala com o dedinho indicador levantado:
"Raquel, não pode abi o potão. Não fica abindo potão Quel."
Imaginei ela soltando todos os coleguinhas e eles fugindo da sala.

Ela caindo de sono nos diz chorando quase toda vez que vai dormir:
"bebê não qué mimi" Dois minutos depois está dormindo feliz.

A gente numa churrascaria.
Raquel põe a mão na barriguinha e diz "Hum, cheia, barriga bebê tá cheia, hummmm"
O garçom passa do lado da nossa mesa e Raquel já vai dizendo:
Não, obigada!"

Essas e muitas outras pérolas fofas que bebê Quel vai nos contando a cada dia novo.



quarta-feira, 30 de abril de 2014

Depois da escolinha!

A rotina de Raquel desde que começou na escolinha mudou bastante. Geralmente acordamos ela bem cedinho, damos o mamazinho e ela saí com o papai para a escolinha.

O desfralde
Agora ela está na fase de retirada da fralda. Apesar de Raquel ser grande, ela está sim na idade correta para a retirada da fralda. Segundo os pediatras, poderíamos esperar até mais um pouco. Mas justamente pelo fato dela ser bem maior que a média das crianças, optamos por começar antes, pois confesso, que senti um certo medo de não conseguir encontrar fraldas maiores para ela. Ela está usando a XXG. Até onde eu pesquisei, é o tamanho máximo das nossas marcas. Com a ajuda da escolinha, ela tem ido super bem. Há umas três semanas atrás, ela fazia xixi toda hora na calça. Só avisava depois de ter feito. Agora, super faz direitinho no troninho de música ou no vaso com adaptador. Ainda ficamos perguntamos se ela quer fazer xixi e em algumas vezes ela vai sozinha sem nos avisar. Na escola, além dela, as professoras estão fazendo o desfralde de mais 7 crianças, o que realmente facilita esse momento da Raquel. Segundo a professora, quando um dos colegas vai ao banheiro, todos os outros querem ir também. Sinto um certo receio de como vai ser com a chegada do irmão. Tenho dúvidas se ela vai querer voltar a usar fraldas como o bebezinho que vai chegar. Vamos esperar pra ver e torcer pra que esse processo de retirada continue acontecendo naturalmente bem.




O sono
Quando ela ficava em casa comigo, o soninho depois do almoço era sagrado. Dormia cerca de 3 horas direto. Na verdade, ainda agora, quando fica em casa com a gente ela dorme esse tanto mesmo. Na escola o sono dela é mais curto. Geralmente entre 1:30 e 2 horinhas de sono. O que também é um ótimo tempo, visto que ela não está no ambiente natural dela. Esse tempo bem dormido na escola reflete nos horários de sono dela em casa. Quando a soneca foi menor, ela aguenta ficar acordada até lá por 21 horas no máximo. Se é maior o tempo dormido  na escola, ela vai até umas 22 horas.
Os primeiros 45 dias de escola foram bem complicados com relação a essa adaptação do soninho dela. Como ela não conseguia dormir durante o dia, ela chegava em casa extremamente irritada. Só queria colo,  chorava por qualquer coisa, jogava as coisas no chão, não queria "mimi" mesmo estando com muito sono. Depois de um trabalho conjunto com as professoras, em que contamos nossa rotina para fazer Raquel dormir e também de adaptação da pequena ao espaço, ela conseguiu adquirir uma rotina tranquila de sono na escola e em casa.

A fome
Mesmo jantando na escolinha, lá pelas 16 horas, Raquel chega em casa com muita fome.  Ela saí correndo do carro, entra na sala, tira os sapatos e vai correndo literalmente para o cadeirão dela. Como já sei desse apetite pós aula da pequena, tento deixar o lanchinho já preparado no prato. E é sempre a mesma coisa. Senta e vai devorando tudo que está na frente. Ah, claro, geralmente antes de comer ela ainda canta "Meu lanchinho, meu lanchinho, vou comer...pra ficar fortinho e crescer...quem não come, quem não come, passal mal, passa mal..." isso tudo ela canta quase sem folego e bem rápido. Ela adora pão de queijo. Ontem quando ela chegou, o pão ainda estava terminando de assar, mas mesmo da porta ela já disse "hummmm, pão de queijo" e saiu correndo pro cadeirão. O duro foi fazer ela esperar com paciência o pão assar.

E essa é a rotina da nossa pequena que hoje está com 2 anos e 4 meses, prestes a receber daqui umas duas ou três semanas o irmãozinho Samuel.