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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Aleitamento exclusivo.

Sabe que esse assunto de aleitamento exclusivo deveria ser mais difundido. Com Raquel, o antigo pediatra, recomendou a começarmos com frutas, sucos, chás e água com 4 meses. Como fiz isso com ela, achei que seria o mesmo com Samuel. Conversando com a pediatra dele, a Drª Caroline entendi que realmente nosso pequeno não precisa de nada além do meu leite até os 6 meses.

Tudo que Samuel precisa está no meu peito, pronto, na temperatura certa, com os nutrientes adequados, com os anticorpos que ele precisa. E ainda é prático e de graça.


sábado, 27 de setembro de 2014

Varinha mágica

Quando a gente se torna mãe, nosso mundo vira de ponta cabeça.  Quando alguém nos diz antes de pensarmos em ter filhos, que só vamos entender determinadas coisas depois que vivenciarmos a maternidade, a pessoa tem certa razão no que está falando.

O fato é que ser mãe é com o perdão da palavra, foda!. Não é um mar de rosas, não é um paraíso perfeito, não é só propaganda bonita no dia das mães, é realmente foda.  Não estou dizendo que é ruim. Não estou dizendo que é o fim do mundo. Só estou mencionando o quanto é foda viver a maternidade.

Ela nos traz um misto de emoções.  Tudo bem, antes você também vivenciava um mundo de emoções. Mas agora esses sentimentos dizem respeito ao que você sente não só pela sua própria pessoa. Seu ego agora deu espaço também para outros coraçõezinhos. Você agora sente pelo outro. E sente com tanta intensidade que isso te tira totalmente dos eixos. Sim. Você agora ama sem limites. Você chora por qualquer comercial que envolva uma história entre pais e filhos. Sua paciência é testada um milhão de vezes ao dia. Aliás seus testes de paciência vão se tornando cada dia mais difíceis, pois a criaturinha que você tanto ama sabe exatamente como testar seus limites ( ex: na hora de ir pro banho, na hora de comer algo que faz bem, na hora de tomar um remédio, na hora de colocar a roupa, na hora de sair do banho....) Nunca em toda nossa vida a gente vivencia tanto o sentimento da dúvida. Ficamos em cima do mura sem saber se pulamos para o lado de levar ao pediatra certo, de dar ou não antibiótico, se a homeopatia realmente funciona, se a escolinha é adequada para seu filho, se estamos dando brinquedos demais ou de menos, se estamos dando os exemplos certos, se podemos deixar assistir ou não determidado desenho, se saímos de casa com eles resfriados, se podemos voltar ao trabalho ou dedicamos nosso tempo para os primeiros anos de vida dos pequenos...

Muitos 'SES" que nos fazem por vezes entrarmos em um certo colapso nervoso. Precisamos recorrer desesperadamente as vivencias de outros pais para percebermos que não somos os únicos neste barco.  A maternidade (paternidade) nos absorve de tal maneira que por vezes não conseguimos fazer o que sentimos vontade. Quando notamos perdemos a hora de ver tal programa, de ir ao teatro de encontrar determinados amigos. Não dá pra se comprometer a longo prazo, pois a gente de fato não sabe o que vai ser do dia que planejamos dar uma saidinha com os amigos pra conversar e tomar uma cervejinha.  Por vezes, bate um sentimento de isolamento. Você sem querer se isola dos demais e os demais sem querer se isolam de você; Complicado de explicar, foda de vivenciar.

O fato é que mesmo me sentindo tantas vezes com vontade de fazer algo, com medo das escolhas que fiz para meus filhos, do cansaço depois de dias sem dormir eu agradeço imensamente pela oportunidade de ser mãe. Não existe coisa mais forte. Não existe experiência mais instigante e que nos alimenta todos os dias com desafios e muitas recompensas. Sabe o cansaço que mencionei acima? Ele não desaparece, mas você tira energia de algum canto de você e quando vê está brincando com seus filhos, mesmo com os olhos fechados. Aquele sentimento de estar perdendo algo lá fora, vira fumaça quando você ouve um "mamãe, amo cocê". As fadas das histórias que você conta para ses filhos te emprestam a varinha mágica delas e você vira a princesa dos seus filhos e no final do seu dia, mesmo estando exausta, percebe que tudo foi "feliz para sempre" simplesmente por você estar compartilhando sua vida com outros seres que ao descobrirem o mundo te ensinam a rever o seu próprio mundo.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Conversas com Raquel


Raquel: Mamãe, cocê (você) tá dodói?
Eu: Tô sim filha...
Raquel: Ahhh, eu cuido de cocê mamãe!
Eu: Ah, que bom filha, que você cuida da mamãe...
Raquel: Eu so fote mamãe!
Eu: Você é forte?
Raquel: So fote que nem o papai!!!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Primeiro dia dos Pais [Post do Jardel]

Nossa bebezinha esta crescendo. Hoje participei pela primeira vez de uma destas apresentações de dia dos pais, promovida pela escolinha. Meu olhos quase suaram quando aquela turminha entrou. A Quel era a maior de todas, para variar. Fizeram uma dancinha, alguns choravam, outros correram de medo e teve alguns ainda que não fizeram nada.

Minha princesa não. Ela dançou certinho a coreografia (Orgulho hehehe, falei aquela lá é a minha). E no final correu para me abraçar.

"Papai, eu te amo você", ela disse.

E o pai bobo esqueceu de gravar, de tão vidrado que estava com tudo. Bem, pelo menos ficou na retina e na memória. Nunca vou esquecer.

Te amo você também princesinha Quel.

Aproximadamente 480 injeções...

Samuel acabou de completar dois meses na semana passada.  Ele é realmente um bebê muito fofo. Daqueles que mamam e dormem. Talvez por isso, ele esteja se desenvolvendo tão bem.

Aproveitando a deixa da semana internacional do aleitamento materno, quero compartilhar minha experiência sobre este assunto. Quando Raquel nasceu, tive diversas complicações para conseguir dar de mamar. Mas insisti. E consegui amamentar a pequena até 1 ano e 9 meses. Parei apenas quando descobri que estava grávida de Samuel. Pensando em tudo que havia enfrentado na primeira experiência, me preparei psicologicamente para enfrentar qualquer dificuldade que viesse a ter com o novo bebê. Pois bem, nosso fofo nasceu, e nos primeiros dias de vida, quem disse que o pequeno queria mamar. Nada!. Ficava dormindo o tempo todo. Era uma luta a cada mamada pra fazer ele acordar e depois para fazer ele abocanhar corretamente a mama. Sério, por vezes ele ficava uns 10 minutos ou mais só pra pegar o seio. Claro que quando ele pegava, eu deixava ele esvaziar totalmente o seio, nada de mudar de peito e correr o risco dele dormir novamente. Quando estávamos ainda aprendendo a nossa química da hora do mamar, descobri que estava com trombose. Foi um choque. Fiquei totalmente transtornada. Eu só pensava que iria ter que ir pro hospital e deixar meu bebezinho... mas o que mais me afligia, não era me separar dele, era deixar ele sem meu peito. Como assim? Na minha cabeça, bebês tem que mamar no peito (tirando os casos em que por algum motivo físico ou de saúde a mãe não pode amamentar)... Sério, eu só conseguia chorar. Tentamos fazer o tratamento em casa para que eu pudesse ficar pertinho dele dando leite do peito... não deu certo... é impossível fazer um tratamento pra trombose que exige repouso total tendo um bebê pequeno e uma bebê de 2 anos... Conversei com minha obstetra e ela disse que eu poderia levar o Samuel junto comigo pro hospital. Beleza! Pulos de alegria... Me internei e continuei a amamentar. O tratamento é basicamente repouso e injeções de clexane de 60 mg duas vezes ao dia.

Estava mais calma, até aparecerem certos médicos desinformados que me diziam a toda hora que achavam que eu iria ter que suspender a amamentação. Como assim? Teve um deles que foi categórico dizendo que não poderia dar de mamar pois o remédio fazia mal para o bebê. Na hora comecei a chorar na frente dele. Se faz mal, como deixaram eu tomar até agora? Na verdade ele não sabia o que estava falando. Como não sabia, falou a resposta mais fácil  que é dizer que não dá.

Conversando com minha obstetra, pediatra e cardio vascular, todos disseram que não haveria nenhum problema para o bebê. Tanto é que estamos firmes e fortes. O pequeno está bem gordinho apenas com leite do peito. Eu já nem sei mais onde injetar tanta injeção (hoje são 4 por dia)... mas sinceramente, a dor de uma picadinha de uma agulha é nada perto do momento da amamentação.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Nosso Pequeno Chegou!

Nossa casa tem novamente aquele chorinho gostoso de bebezinho novo. Nossa casa tem agora aquele cheirinho gostoso de bebê no ar. Nossa pequena Raquel tem um novo "amigo" como diz ela, o "zinho EL". 

Tudo tem mais brilho, mais alegria e mais tranquilidade com nosso pequeno.

Samuel nasceu no dia 27 de maio de 2014 na Maternidade Santa Cruz com 3.200 quilos e 51 cm exatamente as 17 horas e 42 minutos.

Ele veio ao mundo pelas mãos da nossa querida obstetra Drª Celeste Demeterco, e logo após de sair da barriga da mamãe já estava colocado no meu colo. Nasceu de parto cesária com 39 semanas e meia. E ao contrário do parto da Raquel que ficou bem pouco pertinho de mim, logo após nascer, desta vez ficou um tempão curtindo o momento comigo e com o papai Jardel.

Samuel é um fofo. Super tranquilo. Só chora por fome, fralda suja ou alguma dorzinha - no momento as chatinhas das cólicas. Mal saímos da maternidade tivemos que voltar pro hDemetercoospital por causa de uma nova trombose que tive e lá foi Samuel com a mamãe pro hospital, pra poder mamar e fazer meus dias mais felizes nesta situação.

Raquel tem se mostrado uma boa irmãzinha. Já pede pra pegar o El no colo, faz carinho nele e tenta acalmar o irmão quando ele chora. Cenas bem bonitas gravadas na nossa memória.

Nosso pequeno acorda pouco a noite. Tem noites que é uma vez só e em outras duas. Mas de modo geral, mama e dorme novamente. Tem dormido do lado da nossa cama, em um moisés que nossa amiga Yana emprestou.  No entanto, em muitos momentos acaba pulando pra nossa cama, nos dias que está com as cólicas.

Enfim, tem sido dias em felizes. Com um novo olhar sobre nossa família e sobre esse poder incrível que temos, enquanto mães de multiplicar nosso amor e de amar tanto alguém que mal chegou ao nosso lar.














quarta-feira, 25 de junho de 2014

Coisas de Raquel

Raquel hoje ganhou umas moedinhas do tio pra comprar doces. 
Perguntamos pra ela o que ela iria comprar com o dinheiro e ela nos responde:
"Compa remédio pa mamãe"
Tenho a filha mais generosa do mundo!


Raquel coloca uma coroa de cartolina que fizeram na escolinha na minha cabeça e diz o seguinte:

Cooa (coroa) de pincesa. A mamãe é pincesa e mola num castelo. 

Fofa da mamae...