Postagens populares

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Dois meses....

Essa semana que passou Raquelzinha fez mêsversário!!! Completou dois meses de pura felicidade. A gente olha pra ela e não se cansa de repetir o quanto ela é linda e o quanto ela veio mudar completamente nossas vidas. Ela é minha bolachinha trakinas, é minha princesa e é a menininha da mamãe e do papai. De umas semanas pra cá ela começou a dar sorrisos e mais sorrisos. Basta a gente conversar com ela e lá vem um monte de sorrisinhos acompanhados de bracinhos e perninhas que se mexem sem parar. Sempre converso com ela perguntando "quem é a menininha da mamãe?" e nessa hora ela responde sorrindo e me olhando... dá vontade de dar um monte de beijo.... Cada dia que passa ela está maiorzinha e mais fofa. Faz uns 20 dias que pesamos ela e a pequena já estava do peso de um saco de arroz..hehehe... e estava com 57 cm... ou seja nossa pequena cresce rapidamente e a gente nem se dá conta se não são as consultas mensais no pediatra.
Falando em consultas e em aumento de peso, da última vez que fomos ao pediatra eles disseram que Raquel tá engordando "bem até de mais" e que "seu leite tá sendo bom hein". Nessas mesmas consultas diagnosticaram refluxo na Raquel. Beleza, começamos a dar os remédios e realmente notamos uma melhora considerável nela. Voltou a dormir bem e começou a mamar mais vezes no dia e por um tempo bem legal.  Sendo assim eu fui aos poucos voltando a comer e tomar coisas com leite. Uma xícara de café com leite por dia, um pão com queijo uma sfiha de queijo.... bem, sei lá se é isso, mas sei que de quinta feira pra cá Raquel voltou a reclamar nas mamadas. Tem mamado um pouquinho e solta o peito chorando um monte... se contorce toda, solta punzinho, chora, esperneia...e volta a procurar o peito toda esfomeada até que não levam muitos minutos pra começar a novela da choradeira tudo de novo.  Vendo que ela ficou assim novamente eu resolvi cortar de novo tudo que tenha lactose mas até  mamada de agora de madrugada, nada de efeito. Resolvemos até dar uma dose a mais do remédio do refluxo pra ver se ela melhora. Ao invés de darmos de 12 em 12 passamos pra 8 em 8 horas. Eu sinceramente espero que hoje durante o dia ela melhore. Não há nada mais triste do que ver ela chorando de dor e fome ao mesmo tempo. Eu tenho me segurado pra não chorar junto com ela, pois confesso que me bateu maior desespero de ver ela assim. O fato é que fico insistindo até que vejo que ela mamou pelo menos uns 10 minutos. 
Pois é, no meio de tantos sorrisos lindos existem os chorinhos que não são de manha e sim de dorzinha.  Estes chorinhos deveriam ser abolidos da vida dos bebês.  Mas pois é Kely, a vida já é dura desde cedo e é a natureza ensinando os pequenos a amadurecerem todo seu sistema... é a vida mostrando que eles precisam superar algumas barreiras até que tudo funcione perfeitamente. É a vida mostrando pra nós pais que acordar de madrugada pra amamentar de duas em duas horas é muito melhor do que ver seu filho acordando uma única vez e não conseguindo mamar tudo o que ele deseja... é a vida me ensinando a ter mais fé a buscar mais o apoio de Deus... é a vida me mostrando que realmente não posso me desesperar, não na frente dela.. sou eu mostrando pra ela que de pouquinho em pouquinho a gente mata a fome dela... tudo isso pra gente aprender que a vida é paciente e caminha no curso do tempo da natureza e não no curso do tempo dos pais.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A Primeira viagem!!!

Nós tínhamos combinado que só iríamos viajar com Raquel quando ela completasse os dois meses de vida e tivesse tomado as vacinas deste período. Então nem cogitamos a ideia de sair viajar neste carnaval. Eis que no domingo de manhã, Jardel lança a proposta "está um dia tão bonito de sol" "está um dia ótimo para ir pra praia" "e se a gente fosse pra Itapoá e voltasse hoje mesmo?" Eu fiquei meio assim no começo mas pensei que realmente seria uma boa. Decidimos então que valeria a pena descer pra praia nem que fosse rapidinho. Colocamos um monte de coisas no carro, todas da Raquel, e descemos a Serra. Quando digo que colocamos um monte de coisas da Raquel é pelo motivo de que não sabemos ainda ao certo o que de fato um bebê usa ou pode precisar em uma viagem. Então, a essas horas, quando colocamos tudo no carro já estávamos pensando que talvez fosse melhor passar a noite pela praia mesmo e voltar no dia seguinte. Colocamos no porta-malas o berço desmontável (famoso chiqueirinho), ventilador, cadeirinha, almofada de amamentação, girafinha, macaquinho, balde de banho, mosqueteiro, bolsa de roupas da Raquel, máquina fotográfica, etc, etc e etc e claro, uma mochila nossa. 
A viagem de ida foi bem tranquila contanto que o carro estivesse sempre em movimento. Bastava o carro parar para Raquel abrir os olhinhos e começar a reclamar. Sendo assim tudo foi bem calmo até que pegamos um congestionamento ocasionado por um acidente na estrada. Mais ou menos 5 km de fila. Bem, não demorou muito e Raquel colocou a boca no mundo, mas nessas horas a gente vê o como é bom amamentar no peito. Bastou dar um mamazinho pra ela se acalmar e seguir viagem. Por sorte nossa, o congestionamento não ficou parado e assim depois de uma meia hora a viagem voltou a fluir. Depois disso até a casa dos vovôs Raquelzinha foi dormindo bem gostoso. 
Não preciso nem dizer que os avós ficaram super contentes pela visita da netinha. Todo mundo feliz por Raquel estar na praia. Estava fazendo um calorão daqueles e notamos que ela ficou meio irritada com o calor. Teve um pouquinho mais de dificuldade para conseguir dormir e nem pensar deixar a fralda dela suja, cada vez que estava sujinha ela dava o recado de que estava se sentindo mal. Raquel como de costume acordou as 6 da manhã para mamar. Aproveitei a hora de colocar para arrotar para apresentá-l para o mar. Fomos para a praia só nós duas. Bem gostoso. Fiquei caminhando na areia com ela nos braços e ouvindo o barulho forte das ondas. É lógico que em questão de minutos a pequena estava dormindo. Pra mim foi algo realmente mágico. Ver a força da natureza completa. Sim, a força da água e tendo nos meus braços a prova maior de que Deus existe. Agradeci de coração por ter a benção de ter Raquel em nossas vidas. De sentir ela dormindo tranquilamente, de estar em total harmonia com o mundo.  Voltamos pra casa e Raquel dormiu mais um pouquinho no berço até o momento em que o calor era suportável. Depois do soninho fomos novamente para a praia, só que dessa vez com papai junto. Passeio em família com direito ao sling e guarda sol. O momento foi lindo. Completo! Tiramos várias fotos, filmamos e andamos despreocupados com a vida pela areia novamente. Não preciso dizer que em pouco tempo a pequena estava dormindo novamente. É legal dizer aqui que o sling está mais do que aprovado pela gente. Ele é muito prático e dá uma proximidade muito grande entre a gente e o bebê. 






A ida a praia rendeu ótimos momentos. Encontramos por lá o Tio João e a tia Marina. Raquel adorou o colo da tia Marina. Era a tia pegar ela e ela se acalmava ou dormia. A ida a praia foi bom para que a gente desencanasse um pouco. Acho que estávamos muito preocupados de não sair de casa com ela antes dos dois meses. Estava muito encanada com o lance de ter mosquitos em Itapoá e que eles pudessem "atacar" a Raquelzinha. Um ou outro até conseguiu dar uma mordidinha, mas de um modo geral foi bem mais tranquilo do que eu imaginei que seria. Foi ótimo viajar para ver principalmente nosso comportamento com relação ao comportamento dela. É legal manter sempre a calma como no lance do congestionamento. A gente até pensou em pega o retorno e voltar embora mas foi só dar um mamazinho pra ela se acalmar e a gente se tranquilizar de verdade. Foi bom pra percebermos o que deixa ela calma fora da rotina e o que realmente parece que ela não gosta. Realmente foi o momento de voltarmos a nossa rotina e colocarmos ela na roda pra nos acompanhar. Serviu para gente ver que não dá pra ficar se planejando em tudo e que ao mesmo tempo não dá pra fazer tudo de improviso. Mostrou que algumas coisas super tem que estar a mão pra que na hora de decidirmos sair sem rumo não tenhamos que antes sair atrás dessas coisas (repelente pra bebê). Foi uma linda viagem com momentos e mais momentos valiosos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dúvidas e mais dúvidas

Pais de primeira viagem são uma tristeza. Sério, o fato de você ter que tomar conta de seu primeiro filho é uma aventura sem fim que por vezes parece desesperadora.  Cada dia junto da nossa querida bebê tem sido uma caixinha de surpresas. Raquelzinha tinha tido algumas cólicas - coisa normal para um bebê até seus três meses. Começamos a dar remédios de homeopatia pra ela e nossa, tivemos algumas semanas maravilhosas em que ela pouco chorava e muito dormia. Estava tudo muito bem, visto que faz uns dez dias que ela começou a dormir bem a noite, tem acordado uma única vez para mamar. Então, se ela dorme bem a noite, tudo deveria estar a mil maravilhas. Sonho de qualquer pai conseguir dormir 4 ou 5 horas seguidas durante a noite. Bem, na semana passada as coisas começaram a ficar estranhas. Percebemos que Raquel dormia bem a noite mas não dormia nada durante o dia. Somamos as horinhas de sono dela durante as 24 horas e vimos que em média ela estava dormindo umas 8 ou 9 horas. Segundo nosso pediatra, muito pouco, segundo o baby center muito pouco, segundo a opinião de outro pediatra o suficiente.  Afff, aqui começam nossas dúvidas. Bem, o fato é que a falta de sono estava deixando Raquel bem irritada.  Nós achamos que era isso o motivo da irritação dela. Ligamos pro pediatra e ele nos disse que deveríamos dar Degisan para ela. Demos e gente, não sei se foi coincidência, ela até começou a dormir melhor mas a cada mamada começou a chorar muito. Mama um pouquinho se afoga e chora e chora... mama mais um pouquinho e chora e chora... dá pena de ver. Colocamos ela pra arrotar e é mais uma choradeira. Se contorce inteira, chora e as vezes vomita um pouquinho. Poi bem, nessa hora bate um desespero, principalmente em mim. Vamos pra internet e começamos a pesquisar os sintomas e tudo nos leva a crer que é refluxo. Vamos em um outro pediatra que nos indicaram e ele afirma que é refluxo. Ligamos para o nosso pediatra por desencargo (acabamos indo em outro e ligando pro nosso, pois não conseguimos horário pra ontem com o nosso hehehe) e ele nos diz que pode ser intolerância a lactose. E agora? Duas opiniões diferentes e segundo o que vimos os sintomas são realmente muito parecidos. 
Para descartar a dúvida, estou fazendo uma dieta especifica em que elimino tudo o que contenha leite. Quando digo tudo, é realmente tudo. Vamos esperar mais três dias e ver se ela dá uma melhorada. Se não melhorar é refluxo e se melhorar intolerância.  A gente sinceramente só quer ver nossa pequena sem aquela boquinha fazendo beicinho de dor. A dor dela acaba passando pra gente e o que é pior, sem que a gente tenha muito o que fazer pra ajudar ela. Deveria haver uma forma mais fácil de eles nos dizerem onde dói. Deveria existir um jeito de ela me alertar, dizendo "mãe, esse leite tá meio ácido pra mim"... mas por enquanto ainda não tem. Então, temos que ficar a postos e bem acordados... mostrando pra ela que uma hora a dorzinha vai embora... e realmente espero que vá logo....que deixe nossa pequena dormir gostoso e acordar com aquela carinha de quem sonhou coisas bem bonitas e alegres.

Alguns sintomas da Intolerância à Lactose: náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto.

Alguns sintomas do Refluxo: seu bebê parecer não estar ganhando peso, choro depois da mamada, vômito com frequência, muita tosse, ficar irritado.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Amamentação

Durante toda a gestação sempre me preocupei com o lance de conseguir amamentar a Raquelzinha. Tinha receio de não conseguir pois sempre ouvi minha mãe e meu pai dizendo que nenhum de nós três tinha mamado no peito porque minha mãe tinha tido figo no peito. Nunca soube direito o que eram os ditos figos no peito. Pois bem, pensando que não queria seguir os mesmos passos da minha mãe, resolvi durante a gestação fazer algumas coisinhas que me diziam que era boas para preparar os seios. Apesar de que maior parte dos profissionais da saúde são extremamente contra preparar os seios para a amamentação - a explicação deles até que é bem plausível, dizem que quando fazemos determinados exercícios nos seios, o cérebro entende que está na hora do bebê nascer e emite sinais para o útero... e isso acabou levando segundo alguns profissionais da saúde a um elevado número de casos de bebês prematuros.  Bem, continuando as coisinhas que fiz para preparar os seios foram as seguintes: passei bucha durante o banho, fazia massagem nos seios, não lavava com sabonete os mesmos, secava com secador (dica que li no folheto da Neobaby e que segundo eles substitui o banho de sol que em Curitiba é artigo de luxo), tomei leite e usei as conchas de amamentação a partir da 32 semana segundo recomendação da minha obstetra.  Ah, vale dizer que vi muitas matérias na internet sobre formas corretas de amamentar, principalmente sobre a pega adequada do bebê no seio e participamos de algumas palestras sobre o assunto. 
Depois de tudo isso era só esperar a Raquel nascer e colocar ela no peito pra mamar. Na maternidade logo que ela veio pro quarto comigo, a enfermeira tentou colocar ela no meu peito pra que ela fosse se acostumando com o cheiro e tal. Mas como eles nascem com um reserva de assim dizer calorias e Raquel estava querendo só dormir, ela nem quis saber de peito. Depois de algumas horas ela resolveu pegar o peito e realmente não existe nada que possa explicar a sensação maravilhosa que é ter seu filho no seu seio. É lindo!!! E aparentemente nesse momento foi tudo normal, tudo bem. Depois disso começamos a colocar Raquel no peito de três em três horas e o ritual era sempre o mesmo: mamava 15 minutos num peito e 15 no outro e depois eu passava uma pomada nos seios que foi prescrita pela obstetra e que não precisa lavar antes de dar de mamar. Importante dizer que neste momento da amamentação o leite que temos ainda é o colostro, pois o leite mesmo só desce no 3 ou 4 dia depois do nascimento do bebê. Não sabíamos desse detalhe. Uma das noites na maternidade dei de mamar 40 minutos pra Raquel e ela continuava chorando. Trocamos fralda, pegamos no colo e nada dela parar de chorar. Chamamos a enfermeira do berçário e ela sugeriu que fosse dado um complemento no copinho pra Raquel. Demos. E foi a cena mais marcante dos dias de maternidade: enfermeira oferece o copinho na boca da Raquel e ela põe as duas mãozinhas no copinho, toma desesperada o leite, arrota e dorme em questão de sei lá, 3 minutos. Confesso que esse episodio me deixou bem nervosa. Não sabia que o leite demorava pra descer e fiquei me sentindo culpada por não conseguir matar a fome da pequena. 
Não sei quando, mas acabei machucando os dois seios. Tudo por não saber retirar a boquinha dela do bico do seio. Esses machucados foram aumentando e em consequência disso a dor também. Cheguei ao ponto que via estrelinhas cada vez que ela pegava no seio. Esse fato acabou me deixando bem transtornada e nervosa. Foi com a ajuda das enfermeiras do NeoBaby que consegui encarar a dor e continuar amamentando mesmo com os seios em frangalhos. Na verdade aprendi com elas que era ótimo usar o próprio leite como cicatrizador. Passava o leite e secava com secador. O fato é que as coisas foram melhorando e beleza, fiquei feliz pois ia conseguir amamentar tranquilamente minha bebê.
Não foi bem assim. Há uns dez dias meu seio esquerdo começou a doer mais do que o normal (pois ele nunca parou de doer totalmente), ele doía não só durante as mamadas mas no intervalo entre elas também. Chegou ao ponto de que se encostava ele latejava de dor. E aí nessa hora, realmente recorri a Deus. Dava de mamar rezando, pedindo encarecidamente que me permitisse alimentar minha filha. Enviei mensagem para minha médica explicando o que tinha acontecido e ela orientou a aplicar no nariz ocitocina spray - que ajuda a descer mais facilmente o leite e assim o bebê não precisa fazer tanta força na hora da sucção - pois bem, pra mim o lance amenizou a dor, mas como graça a Deus tenho bastante leite, era eu tomar esse lance e cinco minutos depois meu leite começar a escorrer literalmente. Fomos novamente atrás das meninas do NeoBaby e elas verificaram que Raquelzinha pega direitinho o seio, que ela não tem sapinho na boca e que meus machucados lá de trás não cicatrizaram de verdade. Me recomendaram usar uma pomada que é antibiótico chamada TROFODERMIN e que nossa, está fazendo total diferença no processo de amamentação. Cinco dias após começar a usar ela, já consigo dar o peito sem chorar. Ainda dói conforme a posição que coloco Raquel para mamar, mas tudo muito dentro do suportável. Vou usar a pomada até consultar novamente com a obstetra. 
Se mais mulheres tiveram dificuldades ou não com a amamentação e quiserem deixar seus depoimentos, acho que vai ser uma boa forma de ajudarmos futuras mães neste ato tão bonito.

Coisas úteis para quem vai iniciar o processo:
  • Observe se a pega do bebê está correta;
  • Tire sempre a boquinha dele do seu seio da maneira correta - com o dedo mínimo;
  • Sempre retire a saliva do bebê após as mamadas com o seu próprio leite;
  • Passe seu leite no seio após a mamada e seque com secador;
  • Dê de mamar num lugar tranquilo, de preferência sozinha com o bebê - principalmente neste início de processo;
  • Não dê ouvidos a palpites negativos de pessoas que não tem conhecimento;
  • Se prepare psicologicamente para este momento.

Baby Rock Fest ! [post do Jardel]

Achei a idéia legal, quem sabe pegue por aqui. Pena que esta aqui já passou.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Diário de uma mãe sincera [post do Jardel]

Pessoal, li esta matéria na super, achei interessante, e estou compartilhando com vocês.
É legal ver o que passamos, contado por outras pessoas, tudo é tão parecido, no final das contas.


O texto da revista foi tirado do site Mãe Geek. Fica a Dica !
Vou dar um pulo la pra ler.

Enjoy.


----------------------


Nas telas do cinema e da TV, as grávidas estão sempre em estado sublime, belas, felizes. Na vida real, não é bem assim. Na verdade, ela é muito mais punk: uma revolução de hormônios em que o corpo se deforma, a coluna dói, as pernas incham, o estômago se revira, a barriga coça e, a certa altura, até respirar fica mais difícil. A gravidez, esse processo tão central na vida, vem se tornando uma coisa cada vez mais misteriosa à medida que as mulheres escolhem ter cada vez menos filhos, e mais tarde. Saem de cena as longas conversas com as avós e entram as informações nem sempre confiáveis espalhadas pela internet, prestes a serem lidas por desesperados pais e mães de primeira viagem - como eu, que recentemente tive meu primeiro filho. Esse processo teve vários momentos que eu não imaginava, e que certamente vão surpreender você. Das descobertas iniciais à temida hora do parto, confira a seguir o relato de uma mãe sincera.


Primeiro mês

Antes da surpresa


Um dia, sem saber, acordei com um protótipo de ser humano dentro de mim. No primeiro mês, a maioria das gestantes ainda não sabe que está grávida. Era meu caso. Fiquei grávida aos 25 anos em uma época em que a maior parte das mulheres que eu conheço adia esse momento para depois dos 30, sabendo que eventuais problemas de fertilidade podem ser contornados pela medicina. Ao contrário da minha avó, não fui treinada para ser mãe. Mas, graças às conquistas da geração anterior, para estudar e trabalhar. Por isso, sabia quase nada sobre uma gravidez de verdade. Nem desconfiava que o meu corpo estava prestes a sofrer um golpe de estado dos hormônios e passaria por uma revolução.

31,3% das brasileiras têm filho depois dos 30 anos

Durante a gravidez a barriga cresce em média 1 cm por semana, medida da base do osso pubiano até o umbigo.

Tamanho da barriga - 4 cm

Segundo mês

Hora da hipocondria


Por insistência do meu marido, fiz um teste daqueles que se compram na farmácia. Eles reconhecem na urina o hCG, hormônio típico da gravidez. Positivo! Engraçado como a natureza prepara as mulheres para a notícia: aumenta os níveis de hormônios (além do hCG, progesterona e estrogênio), que junto com os clássicos enjoos causam depressão, irritação, sono e cansaço. Meu estado era esse, e não para menos: o organismo da gestante em repouso trabalha mais do que o de uma mulher normal escalando uma montanha. Em apenas 3 meses eu fabricaria a placenta, um órgão inteiro, parecido com o fígado. Meu metabolismo estava acelerado. E meu sistema imunológico, mais fraco - mecanismo natural para garantir que ele não expulse o feto lá de dentro. Afinal, o bebê é um corpo estranho, com identidade genética própria, como um órgão transplantado. Eu começava também a virar uma hipocondríaca virtual: pesquisava tudo o que sentia na internet. Mas o alívio veio com a primeira ultrassonografia. Estava tudo ótimo. E aí finalmente a ficha caiu. Apertei a mão do meu marido. Seríamos pais. Choramos. Pronto, aí estava o momento bonitinho que eu via nos filmes. Interrompido pela dura realidade: um baita enjoo.

Na gravidez, o volume de sangue no corpo aumenta 30%

E os batimentos cardíacos sobem de 60 para 80 por minuto, em média.

Tamanho da barriga - 8 cm

Terceiro mês

A hora de contar


Os médicos recomendam esperar até o fim deste mês para contar por aí a novidade, pois 30% das gestações terminam espontaneamente neste período. É claro que eu não aguentei esperar. Mas era só dizer que estava grávida para que as pessoas se lembrassem de histórias terríveis, como a da vizinha que morreu junto com o bebê. Difícil saber o que leva as pessoas a contar essas coisas, mas talvez contribuísse o fato de que eu ainda não parecia grávida. O embrião pesa cerca de 4 gramas e é do tamanho de uma uva. Irônico ser um dos momentos em que as filas exclusivas para gestantes são mais necessárias - no terceiro mês, os enjoos duram dia e noite.

Náusea pode ser bom. Segundo a Universidade da Carolina do Norte, mulheres que sofrem enjoo no início da gravidez têm 3 vezes menos chance de sofrer aborto espontâneo

Tamanho da barriga - 12 cm

Quarto mês

Voltei a ser bonita

A barriga passou de pancinha de chope a uma autêntica barriga de grávida. O marido começou a me achar linda (e o melhor: dizia isso todo dia). As pessoas me davam lugar no ônibus e nas filas. Agora a coisa começou a ficar boa. Mas nem tanto: meu útero crescia rápido - de 9 cm até o fim da gravidez chegaria a uns 40 cm de diâmetro, 20 vezes seu tamanho original - e eu já sentia as dores dos ossos pélvicos se abrindo para a passagem do bebê. Era um festival de sensações esquisitas: pontadas no quadril, pressão no ventre (como se alguém me empurrasse para trás) e muita coceira no abdome, sinal de que a pele se esticava. Tenho 1,60 m de altura e meu peso ideal é 50 kg. Os médicos recomendam que se ganhe apenas 9 kg durante a gravidez. Mas até o fim eu engordaria 15 kg. Desesperada, segui todos os conselhos para evitar estrias, varizes, flacidez. Usei hidratantes para gestantes, entrei na hidroginástica, comprei meias antivarizes (um verdadeiro instrumento de tortura). E no fim descobri que o que pesa mais é a genética. Como minha mãe não tem estrias, respirei aliviada. No ultrassom deste mês, descobri que o feto na minha barriga era um menino.


Grávidas não precisam comer por 2. A média de calorias recomendada durante a gestação é cerca de 2 mil, o mesmo de uma pessoa normal.

O feto já pesa 35 vezes mais do que no mês anterior.

Tamanho da barriga - 16 cm

Quinto mês

Mãe? eu?


Era maio. Dia das Mães à vista e, além de ganhar presentes, claro, o que eu mais queria era de fato me sentir uma. A ligação emocional com o bebê na barriga não acontece de repente. Aquele desenho do ultrassom ainda era muito abstrato. Meu marido também não se via ainda como pai. Nesta época, li o livro O Conflito, a Mulher e a Mãe, da filósofa francesa Elisabeth Badinter. Ela não acredita em instinto materno e diz que, para os seres humanos, a gestação envolve transformações psicológicas e sociais nada fáceis. Pensamos, logo nos preocupamos. Em não ter mais tempo para nós, não poder trabalhar como antes, ter que alimentar e educar uma criança e ainda guardar dinheiro para comprar um videogame no Natal. O que me tranquilizou foi justamente um jogo: Guitar Hero, que ganhei do meu pai. Receber um brinquedo significava que eu ainda era filha também. Podia contar com outras pessoas e continuar fazendo as coisas de que gosto. Eu seria mãe, mas ainda era eu. Aproveitei e me inscrevi com meu marido num curso para novos pais.


A ocitocina é o hormônio que, após o parto, ajuda na ligação emocional com o bebê. Também é chamado de hormônio do amor e associado à sensação de prazer

40% é o quanto a concentração desse hormônio aumenta após o orgasmo.

Tamanho da barriga - 20 cm

Sexto mês

A ioga que salva


A barriga andava tão grande que pegar qualquer coisa no chão virou um baita contorcionismo. Além disso, meu senso de equilíbrio estava louco: com o crescimento do útero, o umbigo muda de posição a cada mês e, com ele, o centro de gravidade do corpo. Para compensar, sem perceber, a mulher joga a cabeça e a parte superior do tronco para trás. Fica toda torta, andando como pato. As articulações também ficam mais frouxas por culpa da progesterona, que relaxa o corpo. Resultado: mais chances de tombos (um dos motivos por que grávidas precisam se sentar no ônibus). A coluna também sofre: a essa altura eu já estava carregando o equivalente a um saco de arroz de 5 kg. Por tudo isso, resolvi sair da frente do computador e entrar numa aula de ioga para grávidas. Aprendi técnicas de equilíbrio e novas formas de me abaixar e levantar. Ir ao chão, só me agachando e nunca inclinando para a frente. Levantar da cama, só de lado e apoiando as mãos no colchão. Aprendi posições novas para dormir. Consegui manter alguma agilidade, pegar todos os objetos que caíam e até fazer faxina até o último mês de gravidez.

A progesterona relaxa o corpo durante a gestação. Sem ela, o útero poderia expulsar o feto (como o que acontece no trabalho de parto)

Tamanho da barriga - 24 cm

Sétimo mês

Ai, minhas costelas


A reta final é uma época de exames chatos. Como a curva glicêmica, para detectar a diabetes gestacional. Para medir a capacidade do meu corpo de processar glicose, me fizeram tomar 200 ml de glicose pura. É rosa e mais doce do que o pior refrigerante que você puder imaginar. Apesar do sofrimento, passei na prova. Estranho saber, mas nessa fase o bebê já está tão completo que havia unhas e cabelos dentro da minha barriga. Ele passava o dia nadando em líquido amniótico (também bebia o líquido, que é doce, fazia xixi lá dentro e depois bebia de novo). Rodopiava, chutava, socava. Eu sentia cada um daqueles movimentos, e era bem divertido. A não ser quando ele chutava minhas costelas com tanta violência que me dava um susto. Ou quando passava a noite inteira zanzando dentro de mim enquanto eu tentava dormir. Aliás, de todas as dezenas de conselhos que as grávidas ouvem sem pedir, um dos mais frequentes é dormir muito (porque depois que o bebê nascer...) Mas como? Além dos chutes, eu também acordava 3 a 4 vezes por noite para ir ao banheiro.

Ao fim deste mês, o feto já está pesando mais de 1,5 kg

As grávidas fazem mais xixi por 2 motivos: aumenta a quantidade de líquidos em circulação no corpo e o útero pressiona a bexiga.

Tamanho da barriga - 28 cm

Oitavo mês

Lotação esgotada


Entrei um dia em uma farmácia e a atendente me perguntou se eu esperava gêmeos. A barriga já estava tão grande que era difícil acreditar que ainda poderia crescer mais. E olha que o bebê, que agora já tinha cerca de 1,5 kg, ainda dobraria de peso. De tão grande e apertado lá dentro, de vez em quando dava para ver um pezinho meio Alien se arrastando sob a pele da minha barriga. Era ao mesmo tempo assustador e muito engraçado. O bebê já estava de cabeça para baixo e o útero agora era tão grande que pressionava o diafragma, e respirar parecia mais difícil. Com retenção de líquidos, meu corpo estava inchado. Ao fim do dia, meus pés pareciam pantufas. Eu contava os dias para o fim da gestação e não aguentava mais de curiosidade para ver que cara o bebê lá dentro tinha. Também já sentia que teria saudade daquela barriga - afinal, àquela altura eu já tinha aprendido a conviver com ela. E era perfeita para apoiar o balde de pipocas durante um filme.


Uma das crendices mais comuns, tentar adivinhar o sexo do bebê pelo formato da barriga é um método sem comprovação científica.

Tamanho da barriga - 32 cm

Nono mês

O fim e o início


Meu marido passou a gestação inteira repetindo a teoria que leu no livro Eu, Primata, do cientista holandês Frans de Waal: durante a evolução, quando viramos bípedes, ganhou o páreo quem tinha a bacia mais chata e gastava menos energia ao andar. A bacia arredondada ficou para trás. Por isso nascer ficou tão difícil e doloroso para nós. Ainda bem que pelo menos evoluímos o bastante para inventar a anestesia. Por isso decidi encarar o parto normal - e na metade do processo eu tomaria a bendita injeção. Meus amigos fizeram um bolão para ver quem acertava o dia. Ninguém ganhou. Esperei o máximo possível, e nada. Ao fim de 42 semanas, ou 10 meses, foi preciso induzir o trabalho de parto. Os médicos injetam ocitocina direto na veia, o que leva às dolorosas e temidas contrações. O processo todo durou umas 12 horas. As contrações iam ficando cada vez mais próximas e doloridas, como se alguém apertasse a minha barriga pelo lado de dentro. Mas ainda era um clima tranquilo. Meu marido ficou o tempo todo ao meu lado fingindo superbem que não estava nervoso. Eu caminhava pelo corredor do hospital, fazia exercícios de ioga. Chegamos até a começar a assistir um episódio da série de comédia The Office no notebook que eu, precavida, tinha levado comigo. Até a hora que a bolsa estourou. Veio um aguaceiro e eu comecei a sentir as dores mais fortes da minha vida.

- Estou quebrando no meio!, eu gritava para o meu marido e para as enfermeiras. "Chama o médico! Anestesistaaa!"

Mas quando o médico enfim chegou, me examinou e viu que eu não tinha dilatação nenhuma (a abertura do útero pela qual o bebê tem que passar). Tivemos que partir para o plano B: cesariana. Depois de uns 20 minutos de cirurgia, tiraram o bebê lá de dentro. Meu marido se acabava de chorar. Já o bebê só começou com o corte do cordão umbilical - perdeu a fonte de oxigênio que vinha de mim e passou a usar os próprios pulmões. Estávamos desconectados. Ele ganhava o mundo. E eu, um filho. Que agora seria meu companheiro em tantas outras descobertas como mãe. Mas essa é outra história.

Na cesariana, é feito um corte de cerca de 10 cm que atravessa 7 camadas de tecido até chegar ao útero.

Por isso há mais riscos de infecções para a mãe e bebê e a recuperação pós-parto é mais demorada.

Em 2010, as cesarianas foram 52% dos partos no Brasil. A média recomendada pela OMS é de 15%.

Tamanho da barriga - 36 cm

O nascimento
O bebê pesa em média de 2,5 a 3,5 kg e nasce com uma reserva de glicose para 3 dias, tempo que o leite materno leva para surgir (antes disso vem o chamado colostro, um líquido carregado de anticorpos). Com a dieta, a criança sai do hospital 10% mais leve.

1 mês de Raquel [post do Jardel]

Olá amigos, chegou a hora de dar minha versão desta história, que a Kely tão bem contou no post anterior. Primeiro lugar, como vocês podem ver, nossos posts diminuíram bem este mês. Porque será? ;)

Eu nunca fui muito de pegar bebês no colo, achava bonitos e tals, mas sempre achei eles muito sensíveis e pequenos e frágeis pra mim. O medo de pegar errado, fazer chorar, era sempre maior, por isto meu contato com estes serzinhos sempre foi visual. Até que a Raquel nasceu. E la foi o pediatra colocar ela nos meus braços. Tudo bem, foi tranquilo, não senti medo, só a emoção do momento. Agora com um mês, acho que já estou pegando o jeito. Claro que nada substitui a mãe, o cheiro do leite. As vezes não consigo fazer a pequena parar de chorar, chega a Kely, pega ela, e ela se acalma. Até dava pra fazer um destes desenhos: "Que bruxaria é esta?". Nossa teoria é o cheiro da mãe acalma ela.

Já estamos conseguindo dormir melhor, e estamos um pouco mais descansados. Já até conseguimos assistir filmes e series, vejam só. A Raquelzinha ta com uma bardinha, que colocamos ela no berço ela chora, colocamos na nossa cama (colchão box), ela fica quietinha. Esperta esta menina, quer dormir no colchão grandão né filha? Vamos tentar tirar esta mania este próximo mês, senão já viu neh? Depois de acostumar, só chamando a super nanny.

Já voltei a trabalhar, e é tão bom chegar em casa e ver ela. Beijar aquelas bochechinhas. Da saudades. Esta vida de papai trabalhador não é fácil.

Ela cresceu 3cm neste mês. Rumo a 1,80m. Eu acredito. Não engordou muito, porque demoramos pra pegar o jeito na amamentação, mas agora tudo está nos eixos. As dores para amamentar estão quase acabando, semana que vem pra frente é só alegria.

Ela é tão linda, não tinha como não ser, puxou o papai, e as vezes parece que da um sorrisinho, vix, fica mais linda ainda. E até quando chora e faz biquinho hehehe, é linda.

Ontem rolou mais uma vacina, na coxinha. Até que foi tranquilo. Sempre ficamos com medo de dar febre, ou algum outro revertério. Em relação a dor, tranquilo, nada que um colinho de mãe não sarre. O problema, eu acho, é ir no postinho. Vix, lotado, lotado, lotado. Tanto que fiquei segurando ela la fora, enquanto a Kely ficava nas filas. Por fim, nos chamaram, entrei, deram a vacina, rolou um chorinho, saímos, e pronto. Mas dizem que a próxima é a mais dolorida. :S

Domingo rolou um bolinho, de primeiro mesversário. E convidamos meu irmão e minha cunhada para serem os padrinhos dela. Serão bons padrinhos, os melhores, tenho certeza disto. Agora é planejar o batizado, acho que se faz com 3 ou 4 meses.

E pra quem não foi nos visitar, vão ! Esperamos vocês lá ! Tenho uma geladeira cheia de cervejas esperando vocês :-)